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Baú de Brinquedos – Passarela Fenearte 2016

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Semana passada foi o desfile do Senac na Passarela Fenearte 2016 e eu tive a oportunidade de participar pela primeira vez desse evento como criadora. Para quem não conhece, a Fenearte é a “Feira Nacional de Negócios do Artesanato”, que ocorre uma vez ao ano no Centro de Convenções de Olinda. Durante o evento, acontecem desfiles de estilistas pernambucanos e de alunos de Design de Moda da região. Resolvi contar aqui como foi todo o processo e mostrar o resultado final!

Primeiro, o edital

Em março, saiu o edital do projeto Baú de Brinquedos para os alunos interessados em participar do evento, como parte da equipe de produção ou como parte da criação dos produtos. Apenas 15 pessoas (até duplas ou trios) seriam selecionadas como criadoras para desfilar na Passarela Fenearte pelo Senac. Para isso, era preciso desenvolver um croqui e uma ficha técnica (com amostras de tecido) da peça que seria desenvolvida, seguindo os requisitos do edital. O edital especificava os tipos de tecido a serem usados (naturais, tipo o linho e o algodão), as cores (que foi uma parte um pouco complicada, porque aparentemente eu não enxergo cores do mesmo jeito que as outras pessoas… D:) e os detalhes artesanais que as peças deveriam ter (como bordados e patchwork de renda), além de outros elementos, como recortes e ombros com decotes retos.

Já que era possível participar em trio, minhas amigas Jéssica, Ana, e eu formamos um grupo, o que foi uma ótima decisão, pois assim pudemos trabalhar melhor do que se eu tentasse participar sozinha.

Pesquisa, pesquisa, pesquisa

Partimos para pesquisar nas lojas da cidade tecidos que fossem naturais, com um preço acessível e em cores próximas às propostas no edital. Foi um pouco cansativo, mas descobri coisas interessantes, tipo tecidos sendo vendidos como linho, mas que não continham linho na composição, ha! Fomos também ao Mercado de São José, onde encontramos muitos brinquedos populares de antigamente, feito o mané-gostoso, a mula manca, o rói-rói, o pião, a peteca, os bonecos de João Redondo, as bonecas de pano e outros cujos nomes nunca aprendi.

Como podíamos enviar mais de um croqui por grupo (mas apenas um seria selecionado), decidimos enviar um cada. Jéssica foi a responsável por fazer os nossos esboços e rabiscos ganharem vida, porque ela tem uma mão de ouro e arrasa nos desenhos. Eu me aventurei em fazer os desenhos técnicos no Adobe Illustrator, e apesar de ter passado um fim de semana inteirinho batalhando para aprender a mexer no programa, foi tão interessante que agora quero fazer um curso mais aprofundado sobre ele!

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Blusa cropped de voile com bordados e aplique de catavento; calça pantacourt de linho com patchwork de renda.

 

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Vestido de linho com amarração de corda e patchwork de renda.

 

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Vestido de linho e voile de algodão com patchwork de renda e apliques de catavento.

 

Uma semana depois da inscrição, saiu a lista dos selecionados e foi emocionante descobrir os nossos nomes lá!

O desenvolvimento da peça

O croqui escolhido foi a blusa cropped e a calça pantacourt com detalhe de patchwork de renda. Depois disso, foi a vez de fazer a modelagem. O problema é que ainda não tínhamos aprendido sobre modelagem plana de calças, então o jeito foi procurar em livros como o MIB (Modelagem Industrial Brasileira), de Sonia Duarte, e no site da Marlene Mukai.

Fizemos dois protótipos com algodão cru para conferir a modelagem, o que foi ótimo, porque a primeira vez tinha saído errado… Depois de comprar os tecidos e aviamentos (linho, viscose com linho, popeline lisa, voile liso, renda de guipire, renda de algodão, feltro, entretela etc.) e morrer um pouquinho com o valor total, levamos à mesma costureira que fez o vestido do projeto integrador do primeiro semestre (do qual eu falei aqui), a Fátima Lins. Até que pensamos em costurar nós mesmas, mas só de imaginar em errar alguma coisa e desperdiçar o linho, preferimos não arriscar.

Ainda tivemos uma aula de bordado dada pela própria coordenadora do curso, a professora Daniele Simões-Borgiani, onde eu tive o prazer de descobrir que não, não tenho qualquer talento nato para bordar. Mas Ana aprendeu muito rápido e foi ela quem fez o bordado da blusa!

Aula de bordado com a professora Danielle Simões-Borgiani.

Life Pro Tip: Comprem bastidores de bordado que tenham aquele regulador que ajusta!

 

O editorial de moda

Essas são as fotos muito lindas (!) do editorial com a fotógrafa Bianca Barbalho e a modelo Milena Maia

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Fotografia: Bianca Barbalho
Acessórios: Botão de Flor e Leandro Barros
Modelo: Milena Maia
Produção de moda: diversos alunos
Catavento: Açúcar Candy

A prévia

Qual foi a nossa surpresa quando descobrimos que a nossa peça fora selecionada para participar de um desfile preview no Marco Pernambucano da Moda, junto de outros 11 looks da Passarela Fenearte, no dia 1/07‽ Além de ver um pouco das criações de alunos de outras faculdades de Design de Moda, como FBV e Aeso, ainda deu para conferir o desfile que encerra a 2ª edição do projeto Incubados do Marco. Chamada “Do popular ao erudito: um passeio nas ruas do Recife”, a mostra teve 40 looks criados pelas 17 empresas que receberam consultoria e acompanhamento nesses últimos 11 meses.

Finalmente, a Passarela Fenearte

Sinceramente, foi tudo tão rápido e senti como se tivesse terminado num piscar de olhos. Mas valeu muito a pena, foi algo tão divertido e completamente novo para mim, e eu até consegui controlar a minha ansiedade e subir na passarela no final com os outros criadores (só uma pena que não fiz uma pose digna de Walério Araújo…). A organização da equipe de produção, o apoio dos professores, os criadores que fizeram cada peça mais linda que a outra, e claro, minhas amigas lindas Jéssica e Ana, estão de parabéns!

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Espero que tenham gostado!

Design de Moda

Nos Jardins do Rei Sol

Projeto Integrador - Nos Jardins do Rei Sol 4

Sumi e nem foi de propósito. Pensei em escrever textão explicando a ausência, mas acho que ninguém gosta muito de ler essas coisas, aí resolvi não publicar. Voltei, mesmo ainda não sabendo exatamente o que pretendo fazer aqui, só de que não quero parar de escrever. Decidi, então, falar um pouco sobre o primeiro semestre da faculdade de Design de Moda e mostrar as fotos de um editorial (o meu primeiro, por sinal!) que fizemos com o resultado do Projeto Integrador.

Como falei nesse post aqui, todo semestre tem um projeto temático que integra todas as disciplinas e que serve para avaliar os alunos em relação a tudo que foi ensinado. No primeiro período, o tema foi Moda Inclusiva e cada grupo de trabalho poderia escolher uma deficiência e desenvolver uma coleção inspirada em um determinado período histórico estudado em História e Estética da Indumentária. O meu grupo escolheu analisar as dificuldades encontradas em relação ao vestuário por deficientes visuais, e o período histórico escolhido foi o Barroco. Acabei lendo bastante e encontrando muitas coisas legais sobre a estética, a beleza e o vestuário da época e ainda tenho vontade de compartilhar um pouco sobre o que aprendi aqui um dia.

Depois dessa parte de pesquisa, definimos os elementos marcantes da moda barroca que pretendíamos usar e partimos para a elaboração dos croquis. Essa foi a parte que eu gostaria de ter me empenhado mais e ter feito um desenho melhor, mas agora já foi… A professora de Modelagem Tridimensional debateu com o grupo sobre quais os motivos de cada uma ter feito o seu croqui de um jeito e no final escolhemos o que consideramos o que melhor combinava com a proposta. O croqui escolhido foi o da minha amiga Nathália Martins: um vestido com corpete e barbatanas na frente (que diferenciava a frente das costas), um zíper lateral longo e um comprimento curto para facilitar a mobilidade do usuário da peça.

Escolhendo o croqui

A Professora Anete Sales, de Modelagem Tridimensional, nos ajudando a escolher o croqui que seria confeccionado. Da esquerda para direita: Alessandra Poleti, Nathália Martins, a professora Anete, Jéssica Amanda e Ana Carolina Barbosa.

 

Elaborando croquis e fazendo a modelagem

Esq.: Esboços e croquis durante a aula de Desenho de Moda (aqueles dois croquis lindos na parte cima foram feitos pela minha amiga super talentosa, Jéssica Amanda). Dir.: Criando a modelagem diretamente no manequim usando algodão cru.

 

Após criarmos a modelagem do vestido, fomos em busca dos tecidos e aviamentos. E essa, com certeza, foi a parte mais chata (além de cara!), pois andamos pela cidade inteira atrás de um tecido tipo brocado ou que se parecesse com ele (e que não fosse tecido para cortina), e não encontramos. Decidimos usar um tule suíço na cor dourada, com um bordado com motivos florais, e um cetim de noiva azul escuro (além de um forro de alpaseda). Como não temos disciplina de confecção até o segundo semestre, pudemos contratar uma pessoa para costurar o vestido, no caso, a Fátima Lins, que é muito talentosa e fez um trabalho incrível.

E depois de muito nervosismo (principalmente de minha parte, ha!), apresentamos diante de todos os professores e da turma e deu tudo certo no final. Uns meses depois, fizemos um editorial de moda com a minha amiga Ana, do nosso grupo mesmo, como modelo, e minha irmã, Beca, como fotógrafa. Foi outra experiência divertida, por mais que muito cansativa, e cá entre nós, o resultado ficou muito bom! No fim das contas, foi difícil escolher apenas algumas fotos, mas são estas aí:

 

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Créditos
Fotografia e edição de imagens: Rebeca Patrício
Modelo: Ana Carolina Barbosa
Maquiagem: Carolina Patrício (!)
Produção e Styling: Ana Carolina Barbosa, Carolina Patrício, Jéssica Amanda

E esse é um vídeo que minha irmã fez e editou do dia da sessão de fotos:

Ah, sim, já ia me esquecendo de explicar o nome do post! Nos jardins do Rei Sol foi o nome que demos para o projeto, fazendo referência ao Rei Luís XIV da França, também conhecido como “Rei Sol”. Ele foi o primeiro ícone da moda francesa no século XVII e foi durante o seu reinado que a França se tornou o país ditador da moda no período. Também foi ele quem mandou construir o Palácio de Versalhes, conhecido pelos seus jardins imponentes!

Espero que tenha gostado!

5x5

5×5 – Novembro Azul

Oi, gente! Como vão vocês? Eu vou bem, bem cheia de coisas para fazer… ba-dum-tss! Não que eu faça o que eu realmente tenho que fazer, devo passar a maior parte do tempo procrastinando, questionando as leis que me consideram uma pessoa oficialmente adulta e assistindo Pretty Little Liars no Netflix.

Enfim, hoje já é dia 5, o que quer dizer que é dia do 5 on 5! O tema escolhido desse mês foi Novembro Azul, pensando no movimento de conscientização para questões de saúde dos homens, como o câncer de próstata, o câncer testicular e outros problemas que afetam a saúde mental, organizado pela Fundação Movember. Então, os homens são encorajados a deixar o bigode crescer durante o mês, daí o nome: junção de moustache (bigode) e november (novembro).

Apesar de ter tido um bom tempo para tirar essas fotos, acabei – veja só – procrastinando e deixei para o último minuto, o que me fez recorrer novamente ao celular e deixar a câmera fotográfica de lado. Eu pensei em tirar fotos relacionadas à costura, mas no fim não tinha tantas coisas assim na cor azul e acabei emendando com uma foto obrigatória da vista linda que a gente tem daqui de cima do prédio e, claro, dos meus livros com lombadas azuis!

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Outras: ThamiBrunaMandyGab

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5 on 5 – Outubro rosa

Oi, gente! Esse mês tive o prazer de ser chamada para o primeiro projeto fotográfico do blog, com mais quatro outras blogueiras: a Thami (My Universe), a Bruna (Doce Timidez), a Mandy (Pequenos Vícios), e a Gab (Cats Can’t Write).

No quinto dia de cada mês, postaremos cinco fotos dentro de um tema. O primeiro tema escolhido foi Outubro Rosa, por conta desse ser o mês de conscientização e prevenção do câncer de mama. Eu achei essa ideia bem legal, mas foi meio complicado encontrar coisas rosas para fotografar tão em cima da hora (>_<). Encontrei um ótimo jeito de praticar bem muito e quem sabe melhorar a qualidade das minhas fotos. Da próxima vez, vou tentar mexer com a DSLR e parar de recorrer ao bendito celular! Enfim, vamos lá:

1. Livro que estou lendo no momento (Tudo Sobre Moda), inspiração para a vida (Audrey) e sorvete (amora e framboesa)
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2. Primeira vez que pinto com aquarela, tentando reproduzir um lírio d’água
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3. A estampa desse vestido lindo, que não é meu, mas um dia ainda vai ser
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4. O único livro rosa (e só a lombada!) que tinha aqui em casa, mais esse lençol-puído-que-eu-tentei-usar-feito-aquelas-blogueiras-massa-mas-não-ficou-como-eu-queria
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5. Rosa que minha irmã trouxe para mim
5on5-outubro2015-florSério, ela foi na floricultura só para comprar uma rosa para mim ;_;

Bom, é isso, espero que as fotos do próximo mês fiquem melhorzinhas! Ah, e se você tiver curiosidade em saber mais sobre a história do Outubro Rosa, recomendo esse link aqui.

Compras Livros

Experiência de compra na Better World Books + O Grande Livro da Costura

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Foi lá por volta de quando eu fiz um curso básico no Instituto da Costura que ouvi falar pela primeira vez d’O Grande Livro da Costura. Publicado originalmente nos anos 1970 pela Revista Seleções, nos Estados Unidos, ele é considerado O manual para quem quer aprender a costurar. Desde então, eu estava à procura deste livro, mas só conseguia encontrá-lo na Estante Virtual. Por uns R$ 400,00 reais. Usado.

Até que, recentemente, estava lendo o Super Ziper e encontrei informações muito valiosas. A primeira foi que uma edição brasileira do livro tinha sido escaneada e estava disponível para download (~ mas você não leu isso aqui~). Porém, eu não queria uma versão digital, e sim poder pegar com as mãos, folhear, porque ainda prefiro comprar livros de referência em formato de papel.

A segunda informação foi que a edição brasileira, que estava esgotada há anos, havia sido relançada pela editora com outro título, A Bíblia da Costura, mas com menos conteúdo que a edição original. Também não fiquei satisfeita, queria a versão completa. Lendo os comentários, encontrei a terceira informação valiosa: alguém recomendando o Better World Books para comprar uma versão usada, em inglês.

Depois de pesquisar bastante, decidi pela edição de 1997. Antes dela, o livro já está um pouco ultrapassado. A partir das edições seguintes, ele está mais enxuto, com menos conteúdo (sério, uma diferença de quase 200 páginas). Comprei uma edição de U$ 15 dólares, a mais barata disponível, e tentei me esquecer da compra, porque não adianta, os correios brasileiros geralmente demoram para entregar aqui em casa. Mais ou menos um mês depois, já estava em minhas mãos, lindinho e cheirando à baunilha.

Comprando na Better World Books

A Better World Books é uma livraria que vende livros seminovos e usados, e que financia projetos de alfabetização nos EUA e no mundo. Cada livro comprado no site é correspondido com uma doação de outro livro para uma pessoa carente e uma porcentagem do lucros da livraria também é doada.

Assim, eles recebem doações de livros de universidades e de lojas de segunda mão e doam parte deles para organizações sem fins lucrativos parceiras, ou vendem na internet ou reciclam as cópias que não podem mais ser manuseadas.

Todos os livros estão disponíveis com frete grátis, porém sem rastreio, e vêm numa embalagem ecológica, por isso nada de plástico bolha protetor. Mesmo assim, não encontrei nenhum defeito de amassado, e apesar de ter comprado uma edição de quase 20 anos, o livro está praticamente novo, apenas com os sinais naturais de envelhecimento (ex.: as páginas mais amareladas).

A parte mais importante na hora da compra é ler com atenção a descrição do estado em que se encontra o livro. No meu caso, o site informava que vinha na condição Used Acceptable, ou seja, com um “uso aceitável”. Também informava que era um “ex-livro de biblioteca, com desgaste nítido, e talvez consideráveis marcações no interior”. Não sei se foi sorte de primeira viagem, mas ele realmente veio intacto, sem carimbos ou aqueles plásticos que são colados para proteger livros, perfeitinho!

O pedido foi feito no dia 30 de julho e o pagamento foi confirmado logo no mesmo dia. No dia seguinte, já havia sido postado e ele chegou aqui em casa no dia 3 de setembro. Ou seja, no 24º dia útil, sendo que eles dão um prazo de 10 a 21 dias úteis, então achei bem razoável.

Pelo que li, o serviço de atendimento ao cliente é muito bom e se o livro não vier como descrito, você pode pedir reembolso. Porém, não sei como funciona se o livro for extraviado, já que não tem código de rastreio. Fiquei muito feliz com a minha compra e pretendo sempre dar uma olhada lá, mas é preciso ter em mente que são livros usados e que podem vir com marcas, riscos de lápis ou canetas, carimbos e outras condições de uso. Acho uma boa recomendação para quem gosta de livros usados e de uma boa barganha.

Agora vou deixar para falar mais sobre O Grande Livro da Costura quando tiver lido mais pouquinho do livro e, quem sabe, mostrar aqui os meus projetos de costura!