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Pessoas que inspiram: Chimamanda Adichie

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Chimamanda Ngozi Adichie, 34 anos, é uma premiada escritora nigeriana. Seu pai, James Adichie, um professor universitário, e sua mãe, Grace Ifeoma, tiveram ainda outros cinco filhos.

Uma aluna impressionante, Chimamanda estudou Medicina e Farmácia pela Universidade da Nigéria durante um ano e meio. Aos 19 anos, ela se mudou para os Estados Unidos onde ganhou uma bolsa para estudar Comunicação na Universidade de Drexter, na Filadélfia, por dois anos. Depois, transferiu-se para a Eastern Connecticut State University (para ficar mais perto da irmã), onde se formou em Ciência Política (❤) e Comunicação. Ela ainda fez um mestrado em Criação Literária, em 2001, pela Johns Hopkins University (!).

O seu primeiro romance, Hibisco Roxo, foi publicado pela primeira vez em 2003. O livro conta a história de Kambili, uma nigeriana de 15 anos de uma família privilegiada. Seu pai, um homem de negócios e filantropo, é extremamente religioso, abusivo e autoritário em casa. Somente quando Kambili vai morar com a tia que ela finalmente começa a descobrir o que é ser livre.

Em 2006, Chimamanda lançou o seu segundo livro, Meio Sol Amarelo. A obra conta a história de duas irmãs gêmeas e como suas vidas foram afetadas pela sangrenta Guerra de Biafra, uma guerra civil que ocorreu na Nigéria no final dos anos 60.

Eu me apaixonei pelo trabalho da Chimamanda após ver essa apresentação TED (Technology, Entertainment, Design – basicamente, uma fundação sem fins lucrativos que organiza conferências que não duram mais de 18 minutos destinadas à disseminação de ideias). Recomendo ver o video por completo (legendado em português), dá para conhecer um pouco sobre a vida da própria Chimamanda e aprender sobre o que ela chama de “o perigo da história única”:

As nossas vidas, as nossas culturas, são compostas por muitas histórias sobrepostas. A romancista Chimamanda Adichie conta a história de como descobriu a sua voz cultural – e adverte que se ouvirmos apenas uma história sobre outra pessoa ou país, arriscamos um desentendimento crítico.

Ela discute sobre a importância da literatura, como as narrativas influenciam a formação das ideias e os riscos que existem ao se perpetuar ou se aceitar uma série de histórias que não são apenas limitadas, como também distorcem a realidade.

Fonte: The Chimamanda Ngozi Adichie Website

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