Desafio Literário Livros

Retrospectiva Literária 2014

Ano passado fiz esse post falando sobre os livros que li durante o ano de 2013. Cá estou respondendo agora sobre os livros que li em 2014!

Esse ano foi meio triste no quesito Desafio Literário (e em muitos outros quesitos da minha vida também…). Li pouco, sem muito foco, acabei não lendo o que queria e lendo coisas aleatórias – que não foram ruins, veja só, mas não eram prioridade. Enfim, vamos lá:

Quantos livros você leu em 2013 (até agora)?
42. Se contar graphic novels, e nessa altura eu estou contando tudo! Acho que não vai dar tempo, nem estou com muita disposição para ler os 8 que faltam, apesar de ter vários perto de acabar. Não estou a fim e realmente não quero forçar a leitura só para terminar esse desafio.

Qual livro mais te decepcionou?
Uglies (em português, Feios), de Scott Westerfeld. Queria ler essa série há tanto tempo e… foi uma grande decepção. Não achei a história necessariamente ruim ou algo do tipo, só não consegui me empolgar na leitura. Também achei que o ritmo dos acontecimentos muito devagar, não fiquei com vontade de ler o resto da série. 🙁

Qual livro mais te surpreendeu?
Essa é difícil de responder. Tive várias surpresas boas, mas acho que ficarei com Me Before You (em português, Como Eu Era Antes de Você), de Jojo Moyes. Minha amiga Ray tinha falado muito bem dele, mas mesmo assim não entrei na leitura com muitas expectativas e acabei sendo pega de surpresa! Esse livro acabou comigo e me fez passar vários dias refletindo (e chorando também) sobre a história e até mesmo sobre acontecimentos da vida real (que eu decidi não comentar aqui por achar que talvez seja spoiler…).

Que livro te fez rir?
Spud (em português, Cotoco – o Diário (perversamente Engraçado) de Um Garoto de 13 Anos), de John van de Ruit. Ouvi falar desse livro pela primeira vez assistindo esse vídeo aqui da Tatiana Feltrin no Youtube. E sim, morri de rir, e sim, também chorei um pouquinho no final. Ainda quero ver o filme baseado nessa história, e só depois de rever o trailer algumas vezes que eu me liguei que o fofo do Troye Sivan que interpreta o próprio Cotoco!



Que livro te fez chorar?
Além dos dois anteriores, eu chorei inesperadamente (OK, nem tão inesperadamente assim, já que eu choro muito fácil…) lendo The Absolutely True Diary of a Part-Time Indian (em português, Diário absolutamente verdadeiro de um índio de meio expediente), de Sherman Alexie. Li numa sentada, ri, chorei e saí com vontade de indicar para todo mundo!

Quais foram os seus favoritos? (no máximo 5)
Essa coisa de escolher favoritos é sempre tão difícil para mim. Em ordem aleatória, seriam esses a seguir (mas não prometo que se você me fizer essa mesma pergunta amanhã a resposta será a mesma):

  1. Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo – David Foster Wallace
  2. A Short History of Nearly Everything – Bill Bryson
  3. Battle Royale – Koushun Takami
  4. Bestiário – Julio Cortázar
  5. Bad Feminist: Essays – Roxane Gay

Que livro fez você ficar com vontade de grifar tudo?
Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo, de David Foster Wallace. E nem fiquei só na vontade! Grifei metade do livro, mas o plot twist é que eu li no Kindle, então para mim foi bem mais fácil de sair fazendo anotações.

Quem foi sua personagem feminina preferida?
Pensando numa resposta para essa pergunta, me dei conta de algo triste: poucos livros que eu li tinham protagonistas femininas. Mas dos que li, fico com a Coraline Jones, do livro Coraline, de Neil Gaiman. Eu queria ter metade da coragem que essa menina tem!

E masculina?
O investigador Cormoran Strike, de The Silk Worm (em português, O bicho-da-seda), de Robert Galbraith (a.k.a. J. K. Rowling). Mas só porque ano passado eu já tinha respondido Adrian Ivashikov (❤), que apareceu dessa vez em Silver Shadows, quinto volume da série Bloodlines (spin-off da série Vampire Academy).

Qual é sua meta para o ano que vem?
Tentar ler 50 livros de novo, mas dessa vez procurar me sentir menos frustrada se não conseguir.

Se tiver curiosidade para ver a lista de livros que li esse ano (e nos anos anteriores), é só clicar aqui. E se você tiver uma conta no Goodreads, pode me adicionar por lá!

Textos

Getting over the idea of perfection

Eu gostaria de ter um desculpa plausível por nunca mais ter postado aqui. Queria poder dizer que estava realmente muito ocupada e que o blog tinha descido na minha lista de prioridades da vida, ou que eu estivesse num writer’s block aparentemente sem fim. Na verdade, foi por começar a pensar que nada que eu escrevia era bom, ou original, ou valia a pena ser publicado na internet. Eu estava levando essa coisa de blogar muito a serio e as cobranças que fazia a mim mesma fizeram com que escrever aqui deixasse de ser uma experiência divertida para ser uma obrigação.

Quando eu comecei a pensar que deveria deletar tudo, que não valia a pena salvar nada e outras coisas como “quem mais iria querer ler sobre isso?!”, o Leo Babauta, do incrível zenhabits, fez um post exatamente sobre como lidar com os medos de escrever para um público, seja num blog ou num livro. De todas as coisas que ele comenta, o tópico 3 que ele lista é o que mais ressoa comigo:

Get over the idea of perfection. We freeze up when we think of the idea that we need to write the “perfect” blog post or book, so that everyone thinks highly of us. I’m telling you now: there’s no such thing as perfect. Not everyone will think you’re writing is the greatest. And that’s OK. If you accept that there will be some things you do that are good, and others that are less than good, and that’s part of being a human … you can embrace a wider range of possibilities. You don’t have to hit a home run with every swing (or score a goal with every touch, for you non-American readers).

Numa tradução livre minha:

Supere a ideia de perfeição. Nós congelamos quando pensamos na ideia de que precisamos escrever a postagem para o blog ou o livro “perfeito”, para que todos pensem muito bem sobre nós. Eu estou te dizendo isso agora: não existe algo perfeito. Nem todo mundo vai pensar que o que você está escrevendo é incrível. E isso está bem. Se você aceitar que haverá algumas coisas que você fizer que serão boas, e outras que serão menos do que boas, e que isso faz parte de ser humano… você pode abraçar uma maior gama de possibilidades. Você não precisa bater um home run com cada rebatida (ou marcar um gol a cada passe, para os leitores não-americanos).

Todo o texto é bem interessante, recomendo a leitura. Aliás, o zenhabits é um dos meus lugares favoritos na internet, então acredito que o Babauta esteja fazendo algo certo.

Enfim, depois de ler isso e me lembrar de como eu me divertia tanto por aqui, resolvi dar uma nova chance ao blog. Não quero prometer nada, pois sempre acabo quebrando promessas, mas espero ter mais leveza e parar de analisar tão minuciosamente tudo o que posto por aqui. E até, quem sabe, postar sobre as coisas que alguns de vocês me pediram há um bom tempo…

Fasten your safety belts, clench your buttocks! It’s going to be a bumpy ride! 

Textos

O mistério dos cabides Bernard Lafond

Não tem como fugir. Em qualquer lojinha de roupa do Aliexpress ou eBay, em blogs de moda do Tumblr, em páginas do WeHeartIt ou do Pinterest, você vai inevitavelmente se deparar com alguma peça (geralmente, muito fofa!) pendurada num cabide de madeira com o nome “Bernard Lafond”. Só que ninguém, ninguém, parece saber de onde essas peças vêm ou para onde vão [ou qual o sentido da vida]!

É claro que isso me lembrou de um jogo da Scotland Yard, o único de tabuleiro que a gente ainda tem guardado aqui em casa, que vem com 120 casos de várias dificuldades para investigar procurando por pistas num mapa. Cada caso vem num cartão com o evento descrito e as perguntas que precisam ser respondidas para desvendar o mistério e vencer a partida. Ele vem também com esses cartões em branco e reza a lenda que seriam para você criar os seus próprios casos depois de jogar todos, coisa que nunca aconteceu com a gente. Mas se eu fosse criar um, se chamaria:

Caso 121 – O caso do mistério dos cabides de madeira

*Pausa dramática.*

Para resolver o caso, você precisa descobrir: a) quem matou é Bernard Lafond; b) como os seus cabides se espalharam por toda a parte e c) por que essas roupas têm que ser tão fofinhas?!

Até hoje só encontrei essa página no Facebook e outra no Instagram que, de acordo com o Google Translate, é de “uma marca de roupas mundialmente famosa” localizada em Intambul, na Turquia. Acabei mandando uma mensagem (em inglês) fazendo algumas perguntinhas sobre a marca, se essas peças que encontramos em sites de wholesale são originais e se eles enviam da lojinha virtual para o Brasil. Fica agora a espera de uma resposta que talvez nunca venha… E também a vontade de juntar os amigos para jogar só mais uma partida de investigação junto a Sherlock Holmes.

Beleza Indicação

Youtubers favoritos: easyNeon

Diana Karucinskaia, 21 anos, é uma estudante de Filologia moldaviana que no seu tempo livre faz vídeos de maquiagem no Youtube. Conheci o canal dela aleatoriamente e me apaixonei! Ela é muito talentosa (que delineados perfeitos!), além de ter um gatinho de estimação muito fofo e essa sobrancelha perfeita (eyebrow game too strong). Separei alguns dos meus tutoriais favoritos dela:

Uma coisa que gosto nos vídeos da Diana é que eles são curtos, diretos ao ponto, sem aqueles monólogos quilométricos iniciais (que nem sempre são ruins, mas que eu geralmente pulo…). Ela também posta regularmente seus looks no instagram e o mais incrível é que demorei alguns meses para publicar esse post e nesse meio tempo ela já ganhou mais de 130 mil novos inscritos!

Textos

Feliz Dia da Esther!

“Love is Stronger. Love and hope are conjoined, if you separate one, you kill the other. If hope survives then love endures. Where even a sliver of love exists, the thinnest of hopes has room to grow.”

– Esther Earl, This Star Won’t Go Out

Em 2010, os irmãos Verde disseram para a Esther Earl, uma nerdfighter de apenas 16 anos que lutava contra o câncer de tireoide, que eles iriam comemorar o que ela quisesse no dia do seu aniversário, 3 de agosto. Ela escolheu celebrar o amor e o carinho que sentimos pelas pessoas que estão ao nosso redor, sentimentos que muitas vezes temos dificuldades em expressar.

Infelizmente, a Esther acabou falecendo pouco tempo depois, no dia 25 de agosto. Apesar de nunca tê-la conhecido pessoalmente, sinto como se ela tivesse sido uma grande amiga e comemoro sempre esse dia tão especial, lembrando a todas as pessoas incríveis que me rodeiam o quão importantes elas são para mim.

Quem tiver interesse de saber mais sobre a vida inspiradora da Esther, recomendo a biografia A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar, que reúne textos, cartas e desenhos feitos pela própria Esther. Também recomendo dar uma olhada na página This Star Won’t Go Out, fundação criada pelos pais da Esther, que procura ajudar famílias na luta contra o câncer. Por último, para quem não sabe, ela foi também uma grande inspiração para o John escrever A Culpa é das Estrelas, e só de ler a dedicatória no início do livro eu já me desabo em lágrimas…